Ao pensarmos uma aula para nosso turma, temos em mente vários objetivos e aspectos a serem observados. Nesta semana na interdisciplina de Linguagem e Educação, tivemos a oportunidade de repensar nosso planejamento tendo em vista alguns ítens importantes.
Com o passar dos anos, atuando em turmas regulares, nosso planejamento já se torna algo desmistificado. Porém há sempre a necesidade, claro, de termos em mente o aluno que estamos atendendo, qual objetivo queremos atingir e qual a atividade mais adequada. Dessa forma o ato de planejar dá suporte à nossa prática diária.
Este ano em Sapiranga ouve um grande avanço, a meu ver, no processo de planejamento dos profesores da rede municipal de ensino. Com um período de quatro horas semanais para planejarmos, o envolvimento, a busca por novos materias ou técnicas viabilizou um ganho significativo na qualidade do nosso trabalho.
Esse tempo que temos na escola podemos usufruir de bibliotecas bem equipadas, laboratório de informática e de trocas com os colegas de turma. Além disso nossos alunos tem duas horas semanais da disciplina de Filosofia além da Educação Física com professores habilitados.
Penso que a estrutura para o planejamento é ideal e deve ser aproveitada buscando neste momento realizar um plano coerente com os objetivos e identificado com a turma que trabalhamos. Em comparação com outros anos, sinto que meu trabalho ganhou em qualidade e hoje podemos pensar e proporcionar a nossos alunos atividades mais motivadoras, criativas e eficientes na busca de nossos objetivos.
Este será meu portfólio de aprendizagens durante a realização do curso de Pedagogia da UFRGS. Aqui encontrarão um pouquinho de tudo que aprendi e construi nesse período.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Direitos dos professores!
Durante muitos anos como aluna do ensino público vivenciei a luta dos professores por melhores salários, plano de carreira e condições dignas de trabalho. Ainda no magistério nos alertavam para os problemas que enfrentaríamos junto aos governos que descuidam da educação em nossas cidades.
Hoje venho de uma manifestação no município de Novo Hamburgo onde não havia pedidos de avanço em nosso plano de carreira ou aumento de salário, mas simplesmente a manutenção de direitos conquistados ao longo desses anos. Me surpreende que mandato após mandato os governos se elejam com a bandeira da educação, que já virou cliche em comícios, mas tomem cada vez mais ações para sucateá-la.
Todos sabemos que a valorização do magistério passa pela remuneração adequada de seus profissionais, porém vemos que o governo usa os 3,66% de incremento médio anual em nossos rendimentos como motivo para o entrave no crescimento do município.
Qual o incentivo que um professor tem para investir em sua formação? Como buscar aperfeiçoamento? Que profissional podemos esperar com essa oferta de remuneração?
Como um professor pode doar-se, comprometer-se e envolver-se com seus alunos se necessita trabalhar 60 horas semanais para prover-se? Qual a qualidade dessas aulas?
Educar também é ensinar a lutar por nossos direitos!
Hoje venho de uma manifestação no município de Novo Hamburgo onde não havia pedidos de avanço em nosso plano de carreira ou aumento de salário, mas simplesmente a manutenção de direitos conquistados ao longo desses anos. Me surpreende que mandato após mandato os governos se elejam com a bandeira da educação, que já virou cliche em comícios, mas tomem cada vez mais ações para sucateá-la.
Todos sabemos que a valorização do magistério passa pela remuneração adequada de seus profissionais, porém vemos que o governo usa os 3,66% de incremento médio anual em nossos rendimentos como motivo para o entrave no crescimento do município.
Qual o incentivo que um professor tem para investir em sua formação? Como buscar aperfeiçoamento? Que profissional podemos esperar com essa oferta de remuneração?
Como um professor pode doar-se, comprometer-se e envolver-se com seus alunos se necessita trabalhar 60 horas semanais para prover-se? Qual a qualidade dessas aulas?
Educar também é ensinar a lutar por nossos direitos!
"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido."
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Alfabetização X Letramento
Na última quinta-feira, 27/08, tivemos nossa primeira aula presencial contemplando as interdisciplinas de Linguagem e Educação, ministrada pela professora Suzana e Seminário Integrador VII, sob a responsabilidade do professor Crediné.
Em Seminário Integrador vimos que já estaremos iniciando nossa preparação para o estágio, o que, se por um lado nos orgulha vendo o retrospecto de nossa caminhada, por outro nos assusta pela responsabilidade e eminência de um final de curso que deixará saudades.
Na aula de Linguagem e Educação a professora Suzana trouxe um assunto que não nos é de todo estranho: a questão do letramento e alfabetização. Apresentando um resumo das atividades e leituras preparadas para este semestre, despertou o interesse de muitas colegas que trabalham com a faixa etária mais dedicada à alfabetização.
Desafiada pela provocação da aula presencial, procurei em pastas dos semestres anteriores o conceito para tais expressões. Nem precisei ir tão longe. No PARECER CNE/CEB 11/2000 que recebemos na interdisciplina de EJA, encontrei:
Em Seminário Integrador vimos que já estaremos iniciando nossa preparação para o estágio, o que, se por um lado nos orgulha vendo o retrospecto de nossa caminhada, por outro nos assusta pela responsabilidade e eminência de um final de curso que deixará saudades.
Na aula de Linguagem e Educação a professora Suzana trouxe um assunto que não nos é de todo estranho: a questão do letramento e alfabetização. Apresentando um resumo das atividades e leituras preparadas para este semestre, despertou o interesse de muitas colegas que trabalham com a faixa etária mais dedicada à alfabetização.
Desafiada pela provocação da aula presencial, procurei em pastas dos semestres anteriores o conceito para tais expressões. Nem precisei ir tão longe. No PARECER CNE/CEB 11/2000 que recebemos na interdisciplina de EJA, encontrei:
"A professora Magda Becker Soares (1998) esclarece: ...alfabetizado nomeia aquele que apenas aprendeu a ler e escrever, não aquele que adquiriu o estado ou a condição de quem se apropriou da leitura e da escrita. (p. 19)
A mesma autora diz: Letramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita... (idem, p. 18) Assim ...não basta apenas saber ler
e escrever, é preciso também saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz continuamente... ( p. 20)
"Segundo a professora Leda Tfouni (1995) enquanto os sistemas de escrita são um produto cultural, a alfabetização e o
letramento são processos de aquisição de um sistema escrito. (p. 9)"
"Como diz a professora Magda Soares (1998):
...um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita cartas para
que um alfabetizado as escreva, ..., se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa forma, letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e de escrita. (p. 24)
Esta dimensão sócio-cultural do letramento é reforçada pela professora Leda Tfouni:
O letramento, por sua vez, focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita. Entre outros casos, procura estudar e descrever o que ocorre nas sociedades quando adotam um sistema de escritura de maneira restrita ou generalizada; procura ainda saber quais práticas psicossociais substituem as práticas "letradas" em sociedades ágrafas. ( 9-10)"
A mesma autora diz: Letramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita... (idem, p. 18) Assim ...não basta apenas saber ler
e escrever, é preciso também saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz continuamente... ( p. 20)
"Segundo a professora Leda Tfouni (1995) enquanto os sistemas de escrita são um produto cultural, a alfabetização e o
letramento são processos de aquisição de um sistema escrito. (p. 9)"
"Como diz a professora Magda Soares (1998):
...um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita cartas para
que um alfabetizado as escreva, ..., se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa forma, letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e de escrita. (p. 24)
Esta dimensão sócio-cultural do letramento é reforçada pela professora Leda Tfouni:
O letramento, por sua vez, focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita. Entre outros casos, procura estudar e descrever o que ocorre nas sociedades quando adotam um sistema de escritura de maneira restrita ou generalizada; procura ainda saber quais práticas psicossociais substituem as práticas "letradas" em sociedades ágrafas. ( 9-10)"
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